O Museu Nacional de História Natural do Chile (em espanhol: Museo Nacional de Historia Natural de Chile, MNHN) é uma instituição pública chilena localizada no Parque Quinta Normal, em Santiago. Foi fundado em 1830 e, desde 1876, ocupa o edifício atual. É o museu mais antigo do país e um dos mais antigos das Américas, sendo também o museu chileno com maior número de visitantes anuais (até 2018). A entrada é gratuita para chilenos e estrangeiros.
História Após várias tentativas fracassadas de criar um museu de história natural no Chile depois da independência, a instituição foi oficialmente fundada em 14 de setembro de 1830, durante as celebrações do 20.º aniversário da Primeira Reunião do Governo. O primeiro responsável pela coleta de peças foi o naturalista francês Claude Gay, que reuniu, ao longo de dois anos, exemplares naturais (incluindo pré-históricos) em diferentes regiões do país para compor o acervo inicial.
Em outubro de 1853, o naturalista Rudolph Amandus Philippi assumiu a direção do museu, ampliando suas coleções e criando uma sala dedicada a peças provenientes da Oceania, posteriormente enriquecida com objetos da Ilha de Páscoa. Entre 1897 e 1910, a direção esteve a cargo de seu filho Federico Philippi, sob cuja gestão foi publicado, em 1908, o primeiro boletim mensal do museu, que se tornou uma plataforma importante para a divulgação científica de pesquisadores como Hugo Gunckel Lüer e Karl Friedrich Reiche.
Em 15 de janeiro de 1876, o museu foi transferido para sua sede atual, no edifício construído para a Exposição Internacional de Santiago de 1875, realizado no Parque Quinta Normal. O prédio, de estilo neoclássico, foi projetado pelo arquiteto francês Paul Lathoud, também autor do Palácio Cousiño. No entorno, o parque possuía jardins com flora endêmica e exótica, e Philippi foi encarregado de organizar o jardim botânico anexo ao museu. O Herbário Nacional SGO, instalado no Museu Nacional de História Natural do Chile, conserva uma coleção única formada a partir de duas permutas realizadas em 1861 e 1875 com o Museu Botânico Real de Berlim. Parte desse acervo inclui espécimes coletados no Brasil pelo naturalista alemão Friedrich Sellow no início do século XIX.
Entre 1964 e 1982, a direção coube à cientista austro-chilena Grete Mostny, primeira mulher a ocupar o cargo. Em sua homenagem, o esqueleto de uma baleia-sei exposto no saguão central do museu foi batizado de Greta.
Organização miniaturadaimagem|267x267px|Esqueleto de Balaenoptera borealis (Sei) no hall central do museu O trabalho do museu está estruturado em cinco áreas científicas:
Departamento de Botânica: Herbário de plantas chilenas Herbário de plantas exóticas Seção de fotografias e fototipia
Departamento de Zoologia: Seção de Vertebrados Seção de Invertebrados
Departamento de Entomologia: Coleção nacional de coleópteros Coleção nacional de dípteros Coleção nacional de himnópteros Coleção nacional de borboletas Coleção nacional de espécies Coleção de insetos estrangeiros
Departamento de Antropologia: Seção de patrimônio arqueológico Seção de Bioantropologia Seção de Etnografia
Departamento de Paleontologia: Seção de invertebrados fósseis Seção de vertebrados fósseis Paleobotânica (plantas fósseis)
Ligações externas
Site oficial do museu (em espanhol) Inscrição no Registro de Museus do Chile (em espanhol)
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