A Biblioteca Pública Municipal de Campinas "Prof. Ernesto Manoel Zink" é uma biblioteca pública localizada no município de Campinas, no estado de São Paulo. Fundada em 1946, foi a primeira biblioteca pública a ser inaugurada na cidade. Ocupa sua sede atual, no prédio que compartilha com o Museu de Arte Contemporânea de Campinas, desde outubro de 1976, quando foi inaugurada pelo Prefeito, cargo que então era exercido por Lauro Péricles Gonçalves. Atualmente, o acervo da biblioteca atinge cerca de 70 mil itens que se distribuem em sete categorias: Referência, Circulante, Infantil, Gibiteca/Periódicos, Acervo Campinas & Coleções Especiais, Braille e Laboratório de Informática
Desde outubro de 1976, o prédio está localizado ao lado do Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura Municipal. Atualmente, a biblioteca funciona de segunda à sexta-feira, das 9h00 às 17h00, período em que está aberta ao público.
História A história da biblioteca municipal começa a partir da década de 1940, quando uma forte campanha de doação de livros e materiais, promovida pelo Grêmio da "Escola de Biblioteconomia" da então chamada "Universidade Católica", que hoje conhecemos como PUC-Campinas, e sob a liderança da Sra. Laura Bierrenbach de Castro Vasconcelos, o professor Ernesto Manoel Zink e diferentes setores da sociedade campineira. Na época, o acervo a partir das doações contava com 2.139 volumes.
Em , quando era então prefeito o Dr. Joaquim de Castro Tibiriça, a foi inaugurada a biblioteca, a primeira biblioteca pública da cidade de Campinas.
No início de sua existência, a biblioteca esteve instalada em três salas de um edifício localizado na "Rua Barão de Jaguara", no centro da cidade. Mais tarde, em , teve sua sede deslocada para o então Teatro Municipal "Carlos Gomes", o qual infelizmente veio a ser demolido após setembro de 1965.
Em , mudou-se para a "Rua Dr. Quirino, n.º 1687", e em janeiro de 1966, para a "Avenida da Saudade, n.º 1004", onde até então estava instalada a então chamada "Secretaria Municipal de Educação e Cultura", e ocupada atualmente pela Câmara Municipal de Campinas. esquerda|miniaturadaimagem|279x279px|Homenagem póstuma assinada em setembro de 1971 por Orestes Quércia, então prefeito de Campinas Quanto a seu nome, a biblioteca só veio a recebê-lo em , por meio do "Decreto municipal nº 3.911/71", baixado pelo então prefeito Orestes Quércia, que também assinou uma carta de homenagem ao Prof. Zink, juntamente com a Escola de Biblioteconomia da então Universidade Católica de Campinas.miniaturadaimagem|277x277px|Placa de inauguração do novo prédio, em 1976, encimada por um retrato do Prof. Ernesto Ernesto ZinkEm , por meio da "Lei municipal n° 4.460/75", sancionada e promulgada pelo então prefeito Lauro Péricles Gonçalves, foi recebida pelo município de Campinas uma grande soma doada pelo magnata Roque Melillo, o qual manifestou seu desejo de doar a maior parte de sua fortuna (que na época somava Cr$ 4 milhões), com o encargo de que o montante doado fosse empregado na construção de uma biblioteca e de uma escola de música, além de que os prédios respectivos fossem nomeados em sua memória. A doação não foi bem recebida por parte da família de Melilo, sendo que quatro de seus sobrinhos ajuizaram uma ação judicial para invalidar o ato de doação, alegando que foi esta realizada em razão de insanidade mental supostamente sofrida tio, embora até então, não tivessem mantido contato com ele faziam anos.
A doação de Melilo permitiu a aquisição de um terreno para construção do prédio da biblioteca, que é justamente o mesmo onde ela está localizada nos dias de hoje, embora jamais tenha sido nomeado em memória do magnata, além de o pavimento inferior do prédio ser ocupado pelo Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Quanto à escola de música, jamais veio a ser construída.
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